Multiverso Literário

Flutuando por esse imenso universo chamado internet, pude perceber o quão rica é a mente de muitos autores modernos, o quão criativo e repleto de magia e aventura são seus textos e quanta dor há espalhada em muitos desses corações. Baseado nessa minha experiência, quero lhes contar uma história; Ela não é só minha, mas pertence a esse Multiverso de Leitura que vou apresentar a vocês.

A história abaixo é fictícia, mas seus links são reais. Visite cada uma das palavras escritas em letra MAIÚSCULA e tenha acesso a um MULTIVERSO DE LEITURA repleto de poesia, criatividade e boas histórias para se contar. Não perca tempo, está a sua frente um MULTIVERSO DE LEITURA inteiro para você desfrutar, esse blog é apenas a chave, vá em frente e conquiste os diversos mundos desse MULTIVERSO DE LEITURA e se voltar para cá, não se esqueça de deixar um indicação de outros mundo que você descobriu em sua jornada. Se gostou da história e das indicações, deixe um comentário aqui embaixo, ele é muito importante para mim e por fim, não se esqueça de compartilhar esse post com seus amigos, assim mais e mais pessoas terão acesso a essa chave que abre um maravilhoso portal para esse MULTIVERSO DE LEITURA!

Começo essa história em tempos remotos, quando uma guerreira foi prometida para índios de uma pequena aldeia no interior de Curitiba. Essa pequena tribo tapajós vivia na esperança de ver o nascimento de sua pequena RAIO DE SOL, a princesa prometida que libertaria seu povo das mãos do homem branco e também levaria toda sua tribo ao conhecimento pleno do Grande Espírito.

Mas homem branco também sabia de tal promessa e fez de tudo para impedir que essa profecia se cumprisse. Invadiu terras, matou centenas de índios, fez grandes edífios, modificou a cultura e até o modo de se vestir dos índios, criou fundações que de fachada iriam defender seus interesses, mas que na realidade apenas serviam para sugar ainda mais os pobres índios, sem terras, cultura e dignidade, os índios isolaram-se em pequenas aldeias onde permanecem até hoje.

Já homem branco… Bem, ele continuou crescendo e se multiplicando, enchendo a terra com sua tecnologia, seu egoismo, seus edifícios, sua criminalização, sua marginalidade, sua prepotência e arrogância. Em meio a tantas construções, homem branco esqueceu o que realmente importava; o amor. Agora homem branco era dono de si, egoísta e soberbo, nada importava além de seus próprios interesses, homem branco esqueceu de cuidar de sua gente, esqueceu de cuidar do seu povo, esqueceu de cuidar de si…

Um dia… Da janela de algum arranha-céu, homem branco escutou dizer: Me ama, me beija… E me bate. Mais bate do que beija. Me bate tanto quanto ama. Faz tantas marcas no meu corpo quanto fez na minha alma” Homem branco percebeu que não havia mais humanidade em si, apenas um sentimento cruel e sádico, a ponto de querer sofrer, de machucar-se para não perder quem estava ao seu lado, homem branco leu no COLETIVO MARGINAL dias depois que aquela garota se matará, pois olhando para si não encontrou nada além de abismos.

Homem branco ao ler a notícia não pôde deixar de se sentir vazio também e começou a se questionar sobre diversas coisas, entre elas… E se os índios estivessem certos? E se realmente o mundo precisa ser salvo da escuridão, das trevas, e se o mundo realmente precisasse ser salvo dele? Eram tantos os questionamentos que sua cabeça começou a doer. Ela não queria acreditar naquela lenda, mas logo ele… Porque não acreditar? Ele amava as histórias que sua avó lhe contava, principalmente AS LÁGRIMAS DE LUNNA, ele até se lembrava das primeiras palavras: “Em minhas muitas idas e vindas pela Terra há uma lembrança em particular que deve ser lembrada. Uma que me faz olhar para o céu todas as noites e sorrir, sentir o olhar das estrelas cair sobre as paisagens do mundo. Minha barba ainda tinha sua escuridão, não os tons grisalhos de agora. ― Sabe por que a Lua chora?” E se todas essas lendas não fossem simplesmente lendas e se fossem algo real?

Enquanto lamentava-se ele se lembrou de um texto que lera há muito tempo, lembrou-se de quanto aquelas palavras soavam terrivelmente verdadeiras naquele instante. Mesmo que ele não quisesse recitar aqueles versos de ELIZIANE DIAS, a maldita frase ficava tomando cor e forma em sua mente, indo e voltando como se fosse um iô-iô, ele já não podia mais segurar… Encheu o ar em seus pulmões e começou a recitar as palavras para si, entendendo que de alguma forma, mesmo sem o conhecer, ELIZIANE DIAS escrevera aquelas palavras para ele: ” De súbito seus 35 anos se passaram à sua mente em menos de 35 segundos. Lembrou das poesias românticas que venerava quando mais jovem. Versos fúnebres, onde se morria de amor e por amor. E agora ela morreria acreditando que de amor não só se morria como também se matava. Olhando ainda fixamente para o nada, sorriu quase imperceptivelmente com o canto dos lábios, como que se despedindo da nuvem que via. Não esperaria a chuva cair. Com ímpeto revestiu-se de loucura, suspendeu os braços, abriu-os e voou.”

“Queria ser ele”… Repetia para si, “Queria ser ele”. “Queria poder voar, para longe de tudo isso, para longe dessa cidade, desses problemas, desse povo imundo e talvez até de mim mesmo. Eu só queria poder voar, talvez para encontrar-me com a LUNNA ou quem sabe até com o RAIO DE SOL, eu só queria voar para bem longe.” Repetia consigo essas palavras, quase como que agonizando, torcendo para encontrar o seu fim na próxima esquina… Ele pensou que talvez seria ele a próxima notícia do COLETIVO MARGINAL e que provavelmente iriam lhe dedicar duas ou três linhas na sessão do obituário, nada mais, nada além disso, ele estava prestes a se tornar uma mera estatística junto com a menina de quem lera.

Mas… E se a vida fosse mais do que isso? E se… E se ele pudesse mudar isso, pudesse mudar a forma como as pessoas se viam, se ele pudesse mudar a si mesmo de tal ponto que começasse a mudar as pessoas a sua volta apenas pelo seu testemunho. Uma fagulha de esperança… Ele sentou-se numa cafeteria e começou a procurar na internet textos motivacionais, até que encontrou esse: “O mundo é feito de escolhas, entendo que você queira escolher o caminho mais fácil, mas será que compensa toda aquela dor?” DESAPEGA Foi ao ler esse texto, (aparentemente escrito para meninas que romperam com o namorado e estavam sofrendo) que ele pode perceber o quanto ele poderia ser útil, o quanto ele poderia se amar e transformar talvez não o mundo, mas a si mesmo e as pessoas a sua volta em pessoas melhores. Assim como o título da leitura que ele leu, percebeu que era hora de viver um … Desapegar das coisas que o forçavam a viver uma vida medíocre e abrir espaço para o novo, o melhor o extraordinário.

Ao voltar de seus devaneios percebeu que já era noite e que a lua brilhava forte lá fora, trouxe a memória outro texto que lera em dezembro do ano passado, ao admirar aquela lua, foi tomado pelas palavras desse texto que diziam: “Então começou a encarar a lua, eram tantas coisas que passavam pela tua cabeça que até ele ficara confuso, não se passaram nem cinco minutos desde que tinha deitado e já estava impaciente.” – “Como eu queria dançar com A CHUVA. Pensou ele. Não sei se por obra divina ou do acaso, parece que talvez o GRANDE ESPÍRITO, o escutou… Os céus fecharam instantaneamente sendo possível ver ao longe os reflexos da lua, e uma leve fina começou a cair, dessas que vale a pena se molhar.

Ele correu desesperadamente para fora, queria aproveitar cada gota daquela preciosa chuva, sabia que ela tinha sido enviada como um presente diretamente para ele. Ao ver seu rosto alegre refletido na janela de um dos carros que lá estavam estacionados, pôde contemplar seus OLHOS AZUIS e se lembrar das palavras de um texto de título igual que dizia: “Observar a beleza infinitamente, sem me importar com mais nada.” Foi aí que caiu em si e percebeu que ele mesmo alcançara algo que sonhava não ser mais possível, naquele momento ele conhecera o real significado da palavra FELICIDADE!

 

Até a próxima meus caros viajantes…

Frank S. C. Writer

Gostou do conto? Que tal deixar um comentário!