Mel e Poesia

Ah… Que mel delicioso que escorre da boca nos beijos seus!

Que doçura felina, covarde e bandida é o amor teu,

Eu fico indomado, sedento e malvado como no dia que me conheceu.

Teu favo sagrado, amarelo dourado, veneno cobiçado que agora é só meu.

Ah… Se voastes para perto, num losango aconchegante.

Se fizestes esse espaço no peito transbordante…

Se grudássemos nossos corpos nesse líquido brilhante,

E envolvidos fôssemos ao céu de listras alucinante.

Ah… Negro-Dourado,

Tu não sabes a dor do peito meu,

Tu cravastes tua estaca mas arrancastes algo teu…

Leve consigo meu sangue, mas deixe aqui esse coração que um dia me pertenceu.

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