Janela Para Outro Mundo

Carla e Tiago estavam na sala de aula quando isso aconteceu, embora ninguém tenha acreditado na época pois tinham quatro e sete anos respectivamente, hoje ninguém duvida. Já se passaram catorze anos, ninguém é capaz de sustentar uma mentira durante tanto tempo e também, a troco de que? Já interrogamos os dois separadamente ao longos dos anos e nunca houve contradição de nenhuma das partes, o que nos resta é realmente acreditar que esses dois quando crianças encontraram uma Janela Para o Mundo

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O que vou contar agora vai até parecer uma história retirada de algum livro de C. S. Lewis ou de J. R. R. Tolkien, mas engana-se quem pensar assim. Essa é uma história baseada em fatos e o que vou narrar agora aconteceu com meus filhos enquanto passávamos o fim de semana acampados num retiro da nossa igreja.

Antes de contar a história em si, preciso falar um pouco sobre meus filhos. Assim vocês saberão porque duvidamos na época que essa história poderia ser real. Vou começar pela Carla “A Princesinha do Papai” Como eu a chamo. Carla era (e ainda é) uma linda menininha de cabelos castanho escuro, parte liso parte ondulado, olhos verdes como a floresta Amazônica, pele branquinha e lábios e bochechas de cor rosa. Seu sonho era ser bailarina, ela costumava dançar na pontinha dos pés na sala de nossa casa, isso parou quando ela desequilibrou e derrubou uma porcelana de sua mãe, ela o colocou de castigo por uma tarde inteira e proibiu a menina de dançar, lamento muito por não ter feito nada na época, hoje “A Princesinha do Papai” poderia ser uma bailarina do Cirque du Soleil.

Tiago era mais arteiro, não parava quieto. Embora eu não devesse falar isso, era protegido pela mãe. Já perdi as contas de quantas porcelanas, pratos, copos, bibelôs, jarros, vasos e tudo mais que pode cair e quebrar que esse menino já destruiu. Mas, mesmo assim sua mãe nunca o colocava de castigo. Não que eu queira jogar a culpa de algo em cima de minha esposa, mas talvez seja por isso que o garoto cresceu e se tornou o homem que é. Esse gostava de jogar bola e sair com as menininhas, idolatrava o Garrincha e Pelé, mas também amava corridas e não perdia nenhuma do Aírton Senna.

Nossa família congregava numa pequena Igreja em Brasília, somos a quarta geração de membros da Igreja Metodista, uma comunidade de fé fundada no século XVIII por John Wesley na Inglaterra. Somos uma família de tradição, meu bisavô foi um pregador leigo da igreja, meu avô e meu pai pastores e na época que esses fatos ocorreram eu estava iniciando meus estudos de formação pastoral.

Voltando ao assunto principal, no dia que estávamos de partida para o acampamento o nosso carro simplesmente não ligava, faltando apenas duas horas para estarmos no local combinado de onde a comitiva sairia rumo a chácara onde seria realizado o retiro, lembro-me de de minha esposa falar que não dava tempo de procurar um mecânico, eu não a quis escutar.

Chamei um vizinho que guinchou o carro e saímos pela cidade em busca de um mecânico que pudesse identificar e solucionar o problema do carro a tempo, enquanto isso minha esposa entrou em contato com uma irmã da igreja para que pudesse buscar ela e as crianças. Faltavam apenas dez minutos quando finalmente encontramos um mecânico aberto, olhei no relógio e sabia que não daria tempo de resolver o problema do carro e estar a tempo na igreja para acompanhar o comboio rumo ao acampamento. Mesmo sem entender porque fiz isso, dei prioridade ao carro.

Já eram vinte horas e doze minutos quando o reparo do carro terminou, meu vizinho tinha ido embora às dezoito pois precisava buscar seu filho na escola. Era justamente a hora em que eu precisava estar na igreja caso quisesse seguir o comboio. Liguei várias vezes na igreja e para minha esposa, mas ninguém atendia, por isso resolvi ir para casa. Já no caminho passei ao lado do carro de um irmão da igreja que eu tinha certeza que iria para o mesmo retiro, ele buzinou e eu fiz sinal com o farol para que ele parasse o carro e então fui em sua direção.

– Graça e Paz irmão Bruno, perdeu a hora também?

– Não, por que?

– Não vai ao retiro da igreja?

– Sim, irei.

– Mas o comboio não partiu às 18:00?

– Sim, partiram. Mas eu fiquei pra trás pra levar algumas pessoas que não poderiam estar lá no horário combinado. E você não vai irmão João?

– Bom, agora vou… Ainda bem que te encontrei. Foi DEUS que te mandou.

– Então, siga-me. Vou passar na igreja para levar o restante do pessoal e de lá prosseguimos.

– Preciso passar no posto antes, te encontro lá em dez minutos pode ser?

– Claro irmão, te espero lá.

Enquanto dirigia para o posto fiquei pensando o quanto DEUS tinha sido bondoso para comigo, mesmo eu dando prioridade ao carro do que a ELE e minha família, ele havia mandado o irmão para estar exatamente naquele ponto da cidade para se encontrar comigo naquele momento. Se isso não tivesse acontecido, provavelmente eu passaria o fim de semana em casa me lamentando por não ter ido junto com minha família ao retiro.

Saindo do posto eu passei na conveniência para comprar alguns biscoitinhos de polvilho para viagem e também uma lata de Coca-Cola, eu sou muito apaixonado por esses biscoitinhos e comprei uns quinze pacotes, pode ter sido exagero da minha parte naquele momento, mas se eu soubesse que não comeria nenhum eu teria comprado pelo menos o dobro.

Chegando a igreja avistei o irmão Bruno e umas oito pessoas ao redor dele, ele me agradeceu por ter ido e me pediu para dividir os passageiros nos dois carros, eu não hesitei. Eu vou parecer uma pessoa má por dizer isso, mas assim que os irmãos se acomodaram no carro e começamos a viagem, ofereci meus biscoitinhos de polvilho por educação e disse que eles poderiam comer a vontade porque a viagem era longa, honestamente… Me arrependo de ter dito isso.

Após mais de quatro horas dirigindo e com uma fome daquelas pois não comia nada desde o almoço, chegamos a chácara do acampamento. Era um lugar lindo, mesmo estando a noite ela era bastante iluminada por postes de luz estrategicamente posicionados e também a lua que nos iluminava com sua graciosa presença.

Ao desembarcarmos as bagagens eu fui direto para a cozinha, antes mesmo de procurar minha família. Chegando lá expliquei o ocorrido para a irmã Dulce que com um largo sorriso no rosto me pediu para sentar que ela iria preparar algo para eu comer. Irmã Dulce era uma senhora muito carismática, apesar de ter seus oitenta e poucos anos ela era bem esperta, cozinhava maravilhosamente bem e considerava todos da igreja, até mesmo o pastor como seus netos.

Ela demorou cerca de trinta minutos antes de voltar com um delicioso caldo e torradas, também me ofereceu um suco de caju sabendo que era este o meu preferido. Após a refeição dei-lhe um beijo no rosto e agradeci pelo alimento, ela me deu um forte abraço e disse que tinha sido um prazer me servir.

Quando enfim fui para o alojamento encontrei meu filho dormindo no beliche, ele ocupara a cama de cima e havia guardado com seu travesseiro a cama debaixo para mim. “Parece um anjinho dormindo” me lembro de haver pensado. Eu peguei o travesseiro na cama debaixo e levantei levemente sua cabeça e o coloquei embaixo dela, forrei o colchão debaixo com meus lençóis e fui até o alojamento feminino procurar minha filha e esposa.

Chegando lá encontrei novamente a irmã Dulce, sem antes mesmo de eu pedir ela entrou no alojamento e cerca de trinta segundos depois trouxe minha esposa e filha para fora. Eu sorri para ela e ela sorriu de volta e entrou.

– Papai?

– Oi Princesinha do Papai, eu vim junto com o Tio Bruno.

– Veio no carro dele? – Perguntou minha esposa.

– Não amor, vim no nosso carro e trouxe alguns irmãos também. Ele havia ficado pra trás pra trazer esses irmãos e agora entendo que nosso carro deu problema justamente por causa disso.

– Não entendi…

– Quando fui me encontrar com ele na igreja, haviam oito irmãos esperando carona. Então, se nosso carro não tivesse dado problema, eu não tivesse me atrasado procurando mecânico e depois consertando o carro, não tivesse encontrado o irmão Bruno na volta, não tivesse feito sinal com os faróis para que ele parasse o carro e em seguida não tivesse ido conversar com ele, certamente alguns irmãos teriam ficado para trás, porque não caberiam todos no carro do irmão Bruno.

– DEUS faz coisas sobrenaturais, não é mesmo meu amor?

– Faz sim, eu sei que faz.

– Você comeu alguma coisa? Comprou aqueles biscoitinhos que você tanto ama para a viagem?

– Comprar eu até comprei, mas os irmão comeram.

– E você está com fome até agora?

– Não meu amor, cheguei a aproximadamente uns quarenta e cinco minutos, mas a fome era tanta que passei na cantina, lá a irmã Dulce me serviu um caldo.

– Fez bem.

– Mamãe, to com sono.

– Tá bom meu bebê, se despede do papai que a gente já vai dormir.

Eu a peguei no colo e dei um beijo de boa noite, em seguida a coloquei no chão e beijei minha esposa. Elas entraram e eu fui ao banheiro escovar os dentes antes de dormir. Ao sair do banheiro me lembro de cumprimentar alguns irmãos, dar um beijo de boa noite no meu filho e enfim deitar-me, comecei uma oração mais ou menos assim: “Senhor, louvado seja o seu nome, muito obrigado por esse dia, pela minha família e por…” Daí por diante só me lembro de acordar no dia seguinte para o café da manhã.

Eu fui um dos últimos a acordar e quando cheguei na mesa para tomar meu café, a grande parte dos irmãos já estavam se dirigindo ao templo para o estudo matinal. Minha princesinha saiu correndo em minha direção gritando “Papai, papai”, eu a tomei em meu colo e a abracei bem forte, em seguida dei um beijo bem babado na sua bochecha, ela limpou meu beijo e disse “Eca papai”. Eu me lembro de sorri e caminhar em direção a cantina.

– Você já papou?

– Já sim, mamãe me deu.

– E o que você papou?

Bicoito, cocolate quenti, e bolo

– Biscoito, chocolate quente e bolo? Eita mais tá gulosa essa Princesinha do Papai! Estava gostoso?

Ela fez que sim com a cabeça e em seguida minha esposa a pegou do meu colo para que eu pudesse tomar meu café da manhã. Um pouco antes de eu terminar ela e Tiago vieram se despedir porque as crianças seria separadas dos adultos para terem um estudo só delas com a Tia Stella. Dei um beijo em ambos e uma mordidinha leve na bochecha da Carla, além de esfregar o cabelo do Tiago que imediatamente arrumou.

Assim que eu terminei minha esposa e eu nos dirigimos ao culto matinal, ela fazia parte do ministério de louvor por isso ficamos parte do culto separados. Os fatos que relato daqui por diante não foram presenciados por mim, como eu disse minha esposa e eu estávamos no culto de adultos e nossos filhos no culto infantil, mas embora tenha duvidado deles na época, hoje tenho certeza de que esses fatos realmente aconteceram, pois a riqueza como descreveram tudo para nós e o fato de que a Tia Stella não os viu por cerca de duas horas e ainda a forma como reafirmam a história mesmo tendo passado tantos anos, não nos deixa dúvidas de que de fato isso aconteceu.

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Meus filhos chegaram na salinha onde seria ministrado o estudo para eles, estávamos num retiro em época de carnaval, então a Tia Stella achou importante falar sobre a ressurreição de Jesus. As crianças foram acomodadas em cadeiras e carteiras com o nome delas, não sei se por coincidência ou por definição, meus filhos sentaram um do lado do outro e do outro lado, onde a Carla estava sentada havia uma janela com vista para uma área verde.

Os dois ficaram olhando aquela paisagem por um tempo até que avistaram um Homem com roupas brancas que os convidava para irem para fora. Eles tentaram alertar a professora e os demais coleguinhas, mas a Tia Stella os repreendeu dizendo para ficarem em silêncio e prestarem a atenção na aula.

Talvez se a professora tivesse prestado mais atenção nos meus filhos e no que eles estavam dizendo, eles não teriam pulado a janela e nada disso teria acontecido, eu não estaria lhes contando essa história e vocês não estariam aí loucos pra saber como isso termina. Mas o fato é que a Tia Stella fez pouco caso das crianças.

– Vem “Ago” – Disse Carla tentando convencer o irmãos a ir se encontrar com o Homem que os chamava.

– Não Cah, papai e mamãe sempre falam que não podemos conversar com estranhos.

– “Pu favô Ago”

– Já disse não Cah, temos que ficar aqui.

– “Eu vô”.

Tiago conta que com muita dificuldade Carla subiu em cima da cadeira, em seguida em cima da carteira e por fim no batente da janela, e a Tia Stella se quer notou o que estava acontecendo. Para não deixar a irmanzinha sozinha Tiago pulou a janela primeiro e depois a desceu do outro lado. Ele conta que ao olharem para trás nada viram a não ser muitas árvores e algumas pedras que formavam uma pequena escada mas que não ia para lugar nenhum, parava no quarto degrau e não ligava o topo a nada.

Quando os dois olharam novamente para frente viram o tal Homem vestido de branco parado ali, em frente ambos. Ele estendeu ambas as mãos e cada um pegou em uma e saíram a passear. O Homem disse a eles que não precisavam ter medo, pois Ele era amigo dos pais, avós e bisavós deles e também do resto da família e que por mais que os pais deles sempre dissessem para nunca conversar com um estranho, ele não era estranho, era um amigo.

– Se você é amigo do papai e da mamãe, porque nunca foi lá em casa? – Perguntou Tiago ao Homem.

– Eu ia sempre a sua casa, antes mesmo de você nascer. Mas seus pais pararam de me procurar.

– Você deve ser a Princesinha do Papai não é? – Disse o Homem olhando para Carla.

– “Eu xou”

– Onde estamos indo? – Perguntou Tiago.

– Não muito longe, quero mostrar algo para vocês.

Tiago conta que eles andaram por algumas horas, e quando estavam cansados o Homem os carregou nos braços, um em cada braço. Eles chegaram num lugar com árvores de cor lilás e animais que eles jamais tinha visto antes. Na verdade, pelo que Tiago descreve pareciam seres híbridos e misturas pouco prováveis, vou dar alguns exemplos.

Logo quando chegaram, Tiago lembra ter visto um leão com patas de coelho e rabo de cavalo, ele o chamou de “Lecovalo”, também faz menção a um outro animal que tinha asas como de borboleta e corpo de cobra, mas com tromba de elefante, a este ser Tiago deu o nome de “Borbrafante” e alguns outros seres como o “Guaxibondo” que é uma mistura de guaxinim com marimbondo, tinha também o “Toupeporco” mistura de toupeira com porco e a “Baleonça” uma mistura de baleia com onça. Esses são só os que eu me lembro, se fosse o Tiago ou a Carla contando essa história, eles falariam tantos outros animais.

Mas não eram só os bichos que eram esquisitos, eles contaram que existia um rio de suco de manga (Essa parte eu ainda duvido um pouco, porque suco de manga é o favorito dos dois.), uma árvore que fazia cócegas em quem passasse embaixo dela, uma pedra que falava dois mil trezentos e noventa e sete idiomas diferentes, uma montanha que ficava contando piadas e sorrindo e toda vez que ela sorria caia algodão doce do céu, uma carroça guiada por um hipopótamo com uma tatuagem da bandeira do Brasil e um cogumelo que sabia assobiar a música Aquarela do Toquinho.

Como eu disse, isso são coisas que eu me lembro, eles falaram muito mais coisas naquele dia. Coisas que fariam qualquer pessoa ficar com uma pulga atrás da orelha, falando em pulga esqueci de mencionar, eles também viram uma “Pulgdog” mistura de pulga com buldog. Mas nada foi mais surpreendente do que vou contar agora, dentre esse monte de coisas estranhas que eles viram, algo chamou atenção mais do que todas as outras.

Eles afirmam ter visto um trono onde se sentavam três pessoas e ao mesmo tempo essas três pessoas eram apenas uma e essa uma pessoa era exatamente o Homem que os levou até aquele lugar. Em cada um dos lados desse trono havia uma árvore, num dos cantos Tiago disse que o Homem os contou se tratar da “Árvore da Vida” e do outro lado a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal”. Tiago quis provar do fruto de ambas as árvores, mas o Homem disse que ainda não era chegada a hora.

Carla soltou um enorme bocejo e disse ao Homem que estava com sono e que precisava se deitar, ele sorriu para ela e estalou os dedos, e do nada apareceu uma linda cama de ouro com colchão feito do mais puro algodão, Tiago falou que a cama era tão macia que não dava vontade de levantar nunca mais. Ele deitou-se nela brevemente enquanto colocava sua irmã para dormir.

O  Homem continuou mostrando algumas coisas para Tiago enquanto sua irmã dormia, Tiago conta que ela dormiu por uns três ou quatro minutos, mas Carla afirma que dormiu por no mínimo quatro horas. Quando acordou ela sentiu fome e o Homem perguntou o que ela gostaria de comer, ela na ponta da língua respondeu, “Cocolati quenti e bicoito” o mesmo que havia comido pela manhã, ao olhar para Tiago este já o respondeu que queria comer sorvete de manga com cobertura de chocolate. Imediatamente os dois foram agraciados com seus pedidos.

O Homem deu mais uma volta com eles antes de os levar de volta para o lugar onde os encontrou pela primeira vez, na volta ambos ficaram acordados e observando a paisagem. Eles repararam que haviam passado muito tempo naquele lugar, mas parecia estar sempre dia. O sol estava sempre o no ponto mais alto do céu, como se nunca passasse do meio dia.

Ao chegarem no local, as crianças reconheceram as pedras em forma de escada e de certa forma sabiam que aquela jornada estava chegando ao fim. Tiago fez cara de choro e Carla saiu correndo para abraçar aquele Homem que tinha sido a companhia de ambos por um bom tempo, ele os beijou no rosto e disse que poderiam subir a escada para voltar ao mundo de onde vieram. Ele ajudou a colocar Carla no topo da escada e Tiago a subir os dois primeiros degraus, antes de terminar sua subida Tiago perguntou.

– Você não nos disse seu nome, qual é o seu nome para que possamos falar com o papai e a mamãe sobre você.

– Meu nome é Jesus. – Após falar isso as crianças o viram desaparecer.

Eles terminaram a subida e chegaram novamente ao batente da janela, quando sentaram em seus lugares a Tia Stella estava fora da sala. Para a surpresa desta, assim que chegou ela correu para abraçar as crianças e dizer que estava preocupada, que tinha ido em todos os lugares procurar por eles. Ela então os olhou bem firme e perguntou.

– Crianças, onde vocês estavam?

E eles responderam em coro: – Estávamos com Jesus.

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